As tendências de beleza 2026 apontam para um salto de crescimento na indústria global. O foco recai em China, EUA e no retorno do varejo de viagens, com impacto direto em luxo e margens.
O Bank of America projeta receita em alta em 2026, em um mercado que se equilibra entre itens essenciais e desejo por novidades. O ambiente competitivo tende a se tornar mais racional e menos volátil.
Segundo a analista Ashley Wallace, a aceleração virá de fatores macro e setoriais. Conforme informação divulgada pelo Investing.com, a previsão embasa o otimismo que move o debate sobre as tendências de beleza 2026.
China puxa a retomada e define o ritmo para as tendências de beleza 2026
Para 2026, o BofA estima que a China será o maior vetor de recuperação, com crescimento de 8%. Essa tração coloca o país como peça central das tendências de beleza 2026.
O banco destaca que o mercado de beleza da China “acelerou por 5 trimestres consecutivos”, em um pano de fundo mais disciplinado. A visão indica normalização do ciclo de demanda.
Segundo Wallace, o ambiente ficou “mais racional”, com a convergência entre e-commerce tradicional e plataformas de live streaming. Isso ajuda a nivelar o campo competitivo.
Esse alinhamento reduz distorções de preço, melhora a eficiência de marketing e dá fôlego a marcas premium. O efeito deve permear as tendências de beleza 2026 na Ásia.
Com maior previsibilidade de sell-out, o sortimento tende a evoluir para tickets maiores. Isso favorece premiumização, foco do crescimento em 2026.
EUA, inovação e categorias que sustentam as tendências de beleza 2026
Nos EUA, o BofA projeta que o crescimento vai se apoiar em “’comparações fáceis’ e preços”. Essa base estatística cria margem para uma retomada mais clara ao longo do ano.
A inovação deve ganhar corpo em cuidados com cabelo, fragrâncias e cuidados com a pele de luxo. Essas frentes são vitais para as tendências de beleza 2026.
Segundo o banco, a premiumização continuará impulsionando o cabelo, com novas rotinas, ativos concentrados e rituais de tratamento avançado.
Em fragrâncias, a demanda pode moderar, “exceto para aqueles com lançamentos”. A dinâmica reforça a importância de inovação contínua em portfólios.
Nos cuidados de pele, o luxo tende a liderar, apoiado por ciência, eficácia e narrativa de valor. Isso sustenta preços e margens.
Varejo de viagens sai de freio para propulsor e reforça as tendências de beleza 2026
O BofA espera que o varejo de viagens mude “de obstáculo para impulso”. Com a mobilidade em alta, as compras em trânsito voltam a gerar alavancagem.
As vendas em Hainan tornaram-se positivas após 19 meses, e a previsão é de crescimento de 10% em 2026. O dado reforça o papel da China no canal travel retail.
Esse canal é estratégico para marcas de luxo e para rotinas de skincare, que dependem de experiência e descoberta. É um motor para as tendências de beleza 2026.
Com maior tráfego internacional, a exposição em aeroportos e hubs duty free deve melhorar a conversão. Isso sustenta volumes e preço médio.
A normalização logística e de estoques do travel retail também tende a reduzir promoções. A qualidade da receita deve subir em 2026.
Luxo em recuperação, massa em compasso cauteloso e margens em foco
Por segmento, o BofA está “mais otimista quanto à recuperação no luxo”, citando demanda reprimida, inovação e canais de alta produtividade.
Ao mesmo tempo, o banco permanece “mais cauteloso com o mercado de massa, dado uma economia em formato K”. O consumo segue desigual por faixa de renda.
A disciplina de custos também é tema central, com US$ 1,7 bilhão em economia de custos “amplamente reinvestidos”. O movimento deve apoiar a expansão de margens.
Segundo o BofA, a beleza “continua sendo um mercado altamente atrativo na intersecção entre produtos básicos e discricionários”. A categoria combina resiliência e desejo.
Na base global, o banco prevê aceleração de receita de 4,9% em 2026, o dobro do crescimento de 2025. É um pilar das tendências de beleza 2026.
Em geografia, a Europa deve entregar crescimento de baixo dígito único. O panorama é estável, sem aceleração relevante no curto prazo.
Nos mercados emergentes, a expectativa é de crescimento de alto dígito único. A demanda segue forte, com suporte de demografia e canais digitais.
A analista também aponta “uma melhoria no ecossistema da China e ventos favoráveis nos EUA”. Essa combinação cria base sólida para 2026.
Nas tendências de beleza 2026, a execução digital será crítica. O equilíbrio entre e-commerce e live selling deve reduzir volatilidade.
Marcas com esteira de lançamentos, proposta de valor clara e formação de preço disciplinada tendem a se sobressair no próximo ciclo.
Em cabelo, a ciência guiada por ingredientes e protocolos, como bond builders e proteções térmicas, deve sustentar a premiumização.
Em fragrâncias, edições limitadas e colaborações devem mitigar a moderação de base. Lançamentos serão decisivos para o giro.
No luxo, o sell-out deve ser apoiado por experiências omnicanal, serviços e personalização. Isso reforça fidelidade e margens.
Para o mercado de massa, a pressão competitiva pede foco em valor, inovação acessível e execução forte no varejo físico.
No travel retail, a recuperação de fluxo asiático e rotas intercontinentais pode elevar o ticket médio, e dar visibilidade a marcas globais.
As tendências de beleza 2026 se apoiam, ainda, em eficiência operacional. O reinvestimento de economias deve financiar P&D e marketing.
Esse ciclo favorece quem entrega inovação com credenciais técnicas, comunicação clara e segmentação precisa de públicos.
O BofA observa que a convergência de canais, combinada com disciplina de portfólio, reduz a dependência de promoções agressivas.
Com base nas leituras do banco, a beleza entra em 2026 em terreno mais previsível. O setor busca escala, relevância e qualidade de receita.
Para investidores e marcas, o mapa é nítido, China lidera, EUA consolidam com base favorável, e o varejo de viagens volta a ser motor de visibilidade.
Em resumo, as tendências de beleza 2026 combinam aceleração de crescimento, recuperação do luxo e normalização de canais, com foco em margens.
As projeções e citações acima foram reportadas pelo Investing.com, a partir da análise de Ashley Wallace, do Bank of America.