Calendário Econômico traz IPCA-15, PIB dos EUA e ata do BoJ, com B3 e Wall Street operando apenas na segunda, terça e sexta, em meio à semana do Natal e menor liquidez

A semana do Natal começa com Calendário Econômico carregado, apesar de pregões reduzidos. A agenda concentra inflação no Brasil, crescimento nos EUA e sinalizações do Japão.

No Brasil, o foco recai sobre o IPCA-15 de dezembro e estatísticas de crédito, insumos chave para as expectativas do Copom no início de 2026. O ambiente será de liquidez menor.

Nos Estados Unidos, sai a leitura do PIB do terceiro trimestre, junto de indicadores industriais e de consumo. No Japão, a ata do BoJ será lida à lupa. As informações foram reunidas, conforme dados divulgados pelo Investing.com.

Semana encurtada, por que o Calendário Econômico segue decisivo

Mesmo com feriados, o Calendário Econômico traz eventos que podem reprecificar ativos. B3 e Wall Street operam somente na segunda, na terça e na sexta, o que amplia a sensibilidade aos números.

Mercados tendem a reagir de forma mais concentrada em janelas curtas. Em semanas assim, surpresas positivas ou negativas podem gerar movimentos mais intensos, com menos liquidez para absorção.

O investidor acompanha inflação, atividade e confiança, buscando pistas sobre juros. Em destaque, IPCA-15 no Brasil, PIB dos EUA e a ata do BoJ, que ganhou peso após ajuste recente na política japonesa.

A agenda americana ainda carrega um cronograma atípico. A leitura do PIB vem sob efeito da paralisação de 45 dias do governo entre outubro e novembro, segundo o Investing.com.

Brasil, IPCA-15 de dezembro e crédito no radar do Copom

O Brasil concentra as atenções no IPCA-15 de dezembro, referência importante para a trajetória inflacionária. A leitura mensal anterior foi de 0,20% e a anual estava em 4,50%, de acordo com o Investing.com.

Esses números calibram expectativas de juros. A dinâmica de serviços, alimentos e bens industriais será observada, especialmente na composição dos índices de difusão e núcleos.

As estatísticas de crédito também entram na frente. Em novembro, os empréstimos bancários mostraram variação mensal anterior de 0,9%, número acompanhado por bancos e analistas.

O investidor busca sinais sobre apetite ao crédito, inadimplência e custo dos empréstimos. Isso ajuda a ler a atividade doméstica no início de 2026, além de impactos na renda das famílias.

O Boletim Focus e pesquisas de confiança, como a Confiança do Consumidor FGV, que estava em 89,8, entram como termômetros das expectativas de inflação e crescimento.

A política monetária segue data dependent. O Calendário Econômico desta semana ajuda a entender margens para cortes ou pausas no ciclo do Copom, diante do balanço de riscos.

EUA, leitura do PIB do 3º trimestre, indústria e consumo em evidência

Nos Estados Unidos, a divulgação do PIB do terceiro trimestre é o destaque. A leitura anterior do PIB trimestral estava em 3,8%, segundo o Investing.com.

Os componentes de preços e consumo oferecem pistas sobre a desinflação. O Índice de Preços do PIB estava em 2,1%, enquanto o Núcleo de Preços PCE do trimestre marcou 2,60%.

O gasto dos consumidores mostrou leitura anterior de 2,5%. Já as vendas do PIB estavam em 7,5%, o que sinaliza impulso ainda relevante da demanda.

No setor industrial, o calendário lista produção industrial e utilização da capacidade. Leituras anteriores apontavam 0,1% mensal em outubro e 75,9% de uso da capacidade.

Em bens duráveis, a variação anterior de 3,0% no mês e o núcleo em 0,5% oferecem uma fotografia da demanda por investimentos, inclusive na linha de capital excluindo defesa.

As encomendas de bens de capital núcleo haviam crescido 0,9%, segundo o calendário. O mercado compara o dado com tendências do investimento produtivo e capex.

Indicadores de preços regionais e consumo entram no quadro. O PCE do Fed de Dallas registrou 1,90%, e o índice Redbook estava em 6,2% na leitura anual.

Dados de confiança também são monitorados. A leitura anterior do Conference Board ficou em 88,7, um nível que merece atenção sobre o humor do consumidor.

No front do trabalho, os pedidos iniciais de seguro-desemprego estavam em 224K, com 1.897K pedidos contínuos e média de quatro semanas em 217,50K, números vistos como moderados.

O Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago tinha leitura anterior em -0,12, enquanto o Fed de Atlanta projetava o GDPNow de 3,5% para o quarto trimestre, conforme o Investing.com.

Com mercados abertos apenas em três dias, surpresas no Calendário Econômico podem causar movimentos concentrados. Liquidez mais baixa potencializa oscilações após cada divulgação.

Japão, ata do BoJ e inflação de Tóquio no foco da normalização

Na Ásia, a atenção recai sobre a ata do Banco do Japão. O documento segue a decisão que elevou os juros para 0,75%, movimento que marcou o debate sobre a normalização.

O mercado buscará pistas sobre a taxa neutra e sobre o ritmo para 2026. As autoridades sinalizaram cautela, mas a ata pode detalhar condições e trade-offs do processo.

A inflação de Tóquio traz informação antecedente. O IPC-núcleo de Tóquio anual anterior estava em 2,8%, enquanto o IPC de Tóquio anual marcava 2,7%, com a medida cheia em 1,6%.

Haverá atenção para o IPC excluindo alimentos e energia, que registrou variação mensal anterior de 0,1%. A composição indica persistência ou alívio dos núcleos.

Na atividade, o Japão divulga produção industrial e vendas no varejo. Leituras anteriores apontavam 1,5% no mês e 1,7% no ano, com varejo ampliado em 5,0%.

A taxa de desemprego anterior estava em 2,6%. O mercado de trabalho segue apertado, o que sustenta a renda e a inflação de serviços, tema crucial para o BoJ.

A ata pode reiterar uma abordagem gradual. Qualquer nuance sobre compras de ativos e controle da curva será lida como guia da trajetória de normalização.

Para o investidor brasileiro, a dinâmica japonesa influencia taxas globais. Movimentos no BoJ afetam o dólar, o iene e os fluxos para emergentes, via custo de financiamento.

Agenda condensada, o que observar em cada mercado

No Brasil, o Calendário Econômico concentra, além do IPCA-15, as leituras de crédito e confiança. O efeito na curva de juros tende a ser imediato, dada a menor liquidez.

Os setores sensíveis a juros, como varejo e construção, reagem a sinais do IPCA-15. Surpresas nos núcleos ou em serviços podem ajustar expectativas para o Copom.

Nos EUA, o PIB, os preços e bens duráveis compõem o quadro da desinflação. O investidor observa a combinação entre desaceleração e resiliência do mercado de trabalho.

Se a inflação medida pelo PCE e núcleos seguir comportada, aumenta o conforto em relação ao ciclo de juros americanos. Caso contrário, a curva pode recalibrar prêmios de risco.

No Japão, a ata do BoJ abre janela para entender a direção de 2026. A inflação de Tóquio servirá como bússola de curto prazo, junto aos dados de atividade.

Na Europa e no Reino Unido, a semana é majoritariamente de feriados. Ainda assim, indicadores pontuais, como o PIB britânico, compõem pano de fundo para moedas e juros.

O Calendário Econômico lembra que a concentração de eventos em poucos dias potencializa volatilidade. Gestão de risco e disciplina tornam-se ainda mais centrais.

Para além da semana, os números divulgados calibram o início de 2026. Inflação, emprego e atividade continuam como eixos do debate de política monetária global.

Com B3 e Wall Street operando só na segunda, na terça e na sexta, a leitura atenta de cada dado é crucial. O investidor deve acompanhar os horários e o consenso do mercado.

Ao final, o que prevalece é a leitura integrada. O Calendário Econômico desta semana sintetiza inflação, crescimento e política monetária, em um cenário de menor liquidez sazonal.

Todas as datas, horários e leituras anteriores citadas neste texto foram extraídas do calendário e das tabelas do Investing.com.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você também pode gostar

Entregas da Tesla devem ficar abaixo do esperado no 4º tri de 2025, diz Deutsche Bank, com fraqueza nos EUA e Europa e foco em robotáxi.

Deutsche Bank prevê entregas da Tesla abaixo do esperado no 4º tri de 2025, com queda nos EUA e Europa. Saiba os motivos e projeções.

Receitas reais de cripto em 2026, stablecoins como USDT e USDC ganham papel de infraestrutura e abrem novas fontes, dizem FS Vector e Stablecore

Em 2026, as receitas reais de cripto devem migrar do trading para…

5 movimentos de analistas em IA que mexem com Alphabet, Apple e TSMC, BofA destaca melhor posição, Morgan eleva metas e GS rebaixa TI e Arm

Os novos movimentos de analistas em IA apontam Alphabet como favorita do…

Melhores ações de infraestrutura para veículos elétricos em 2025, segundo WarrenAI, com Enovix, Array, Shoals e First Solar em foco

Relatório da WarrenAI aponta ações de infraestrutura para veículos elétricos com altas…