Os novos movimentos de analistas em IA apontam Alphabet como favorita do BofA, elevam o preço-alvo da Apple no Morgan Stanley, reforçam a TSMC e trazem cortes do Goldman Sachs
O mercado de tecnologia vive um ciclo de movimentos de analistas em IA que reorganiza expectativas para 2026. A atenção sai do gasto e vai para retorno, monetização e vantagens competitivas.
Nesse quadro, Alphabet surge como a ação mais bem posicionada para a próxima fase de IA, enquanto a Apple ganha novo impulso em preço-alvo. A TSMC aparece como aposta em semicondutores, e há cautela com Texas Instruments e Arm.
Os destaques incluem análises do Bank of America, Morgan Stanley, Deutsche Bank e Goldman Sachs, conforme informação divulgada pelo Investing.com.
Alphabet lidera a nova fase de IA, segundo o BofA
O Bank of America aponta a Alphabet como a ação mais bem posicionada para a próxima fase da inteligência artificial. O foco, dizem os analistas, migra do capex para monetização e retornos sustentáveis.
Para a equipe, o sentimento sobre capacidades de IA, receitas incrementais e retorno de capex seguirá determinante para as ações de internet de mega capitalização, com impacto até 2026.
Mesmo com capex elevado em IA, o BofA ressalta que os hiperescaladores geram fluxo de caixa operacional robusto, o que financia investimentos internos e mantém flexibilidade de balanço com dívida seletiva.
Nesse contexto, a Alphabet se destaca por estar, segundo a nota, “melhor posicionada em todos os segmentos”, somando profundidade em modelos, silício personalizado, nuvem empresarial e distribuição ao consumidor.
Os analistas destacam quatro fossos estruturais que devem sustentar a liderança em IA no longo prazo, modelos de fronteira, distribuição ao consumidor, distribuição empresarial e silício customizado.
Segundo o BofA, a Alphabet é a única com forte posicionamento relativo nas quatro frentes. O avanço do Gemini, a demanda por TPUs e a escala da nuvem e dos produtos de consumo reforçam a visão.
Para o banco, essa amplitude será cada vez mais relevante conforme o comércio de IA amadurece. O BofA estima que a IA pode destravar mais de US$ 1 trilhão em receita incremental em cinco anos.
Esses elementos sustentam uma tese de longo prazo em IA com foco em monetização, vantagem competitiva e disciplina de capital, um eixo central nos movimentos de analistas em IA desta semana.
Apple tem preço-alvo elevado, lucro resilient e pressão de custos
O Morgan Stanley elevou o preço-alvo da Apple para US$ 315, de US$ 305, mantendo recomendação acima da média. O banco reforçou a ação como uma das ideias de maior convicção para o próximo ano.
O alvo mais alto reflete aumento do poder de lucro de longo prazo, com destaque para o AF27. Isso ocorre mesmo com a alta de custos de memória, especialmente DRAM, pressionando margens no hardware.
O analista Erik Woodring elevou a previsão de LPA no AF27 para US$ 9,83, de US$ 9,55, ancorado em premissas de receita mais fortes, que superam a pressão esperada nas margens.
Em paralelo, Woodring cortou suposições de margem bruta de produtos no AF27 em cerca de 160 pontos base, refletindo a inflação de insumos de memória no portfólio.
A resiliência de lucros é apoiada por volumes e preços do iPhone, que, segundo o analista, “mais do que compensar” o impacto do aumento de despesas com componentes.
Na visão do banco, a Apple segue entre poucos nomes de hardware com elasticidade de demanda relativamente contida, mesmo com preços em alta, oferecendo visibilidade de receita e lucros.
No panorama setorial, a Apple entrou entre as 5 principais ações acima da média para 2026, ao lado de Western Digital, Seagate Technology, TD Synnex e Teradata.
Esse movimento consolida a Apple no centro dos movimentos de analistas em IA, unindo crescimento de serviços, ecossistema e escalabilidade de hardware premium.
Risco de valorização em IA domina a pesquisa do Deutsche Bank
Em paralelo, o Deutsche Bank destacou que o risco de valorização ligado à IA é o principal fator de instabilidade para 2026, com base em pesquisa global feita com 440 participantes.
Na sondagem, 57% citaram uma forte queda nas ações de tecnologia, impulsionada por entusiasmo menor com IA, como maior risco para os mercados no próximo ano.
O estrategista Jim Reid afirmou, “Nunca tivemos um líder tão grande nos maiores riscos para o ano seguinte”, destacando a percepção de bolha no setor.
Ele completou, “O risco de bolha de IA/tecnologia se sobrepõe a tudo mais.” A segunda preocupação, com 27%, envolve cortes agressivos de juros por um novo presidente do Fed.
Outros riscos incluem estresse em mercados de capital privado com 22%, alta inesperada nos rendimentos de títulos com 21% e inflação persistente com 15%.
Apesar do destaque ao risco de bolha, a percepção não se intensificou materialmente, ficando abaixo de picos de 2021, segundo o estrategista na mesma pesquisa.
Morgan reforça TSMC no ciclo de IA, GS corta TI e Arm
O Morgan Stanley recomenda elevar exposição à TSMC antes de 2026, elevando o preço-alvo para NT$ 1.888, de NT$ 1.688, e mantendo recomendação acima da média.
O banco espera que a empresa guie crescimento de receita em meados de 20% em 2026, mas projeta avanço mais próximo de 30% ano a ano, acima do consenso de aproximadamente 22%.
Com capex previsto de US$ 49 bilhões em 2026 e expansão de 3 nm, o modelo do banco sustenta aceleração de receita. A visão considera demanda ampla por chips de IA.
O Morgan revisou ainda sua perspectiva de longo prazo para IA, vendo a receita de fundição de semicondutores de IA crescer a 60% CAGR entre 2024 e 2029.
O mercado total de chips de IA poderia atingir US$ 550 bilhões até 2029, com a TSMC gerando cerca de US$ 107 bilhões em serviços de fundição de IA, algo como 43% da receita total.
Mesmo com tom possivelmente conservador na orientação inicial, o banco vê probabilidade de crescimento superar expectativas conforme o ano avança, reforçando os movimentos de analistas em IA na direção da TSMC.
Enquanto isso, o Goldman Sachs rebaixou Texas Instruments e Arm Holdings para Venda, citando posicionamento desfavorável na próxima fase do ciclo de semicondutores.
Para o analista James Schneider, os gastos com IA entre hiperescaladores continuarão aumentando, favorecendo Digital, Memória, Armazenamento e equipamentos de produção.
Ele vê recuperação industrial e automotiva gradual ajudando a demanda analógica, mas com mais discriminação entre ações do setor, limitando o potencial de alta de alguns nomes.
A Texas Instruments foi cortada de Compra para Venda por riscos de execução específicos. Os estoques estão em “níveis recordes”, o que reduz a expansão de margem e lucros na recuperação.
Schneider alerta que o não cumprimento de metas de fluxo de caixa livre pode pesar nas ações no médio prazo, reduzindo o apelo relativo frente a pares com balanços mais ajustados.
A Arm também foi rebaixada, de Neutro para Venda, por “potencial limitado para os fundamentos”. A receita de royalties da empresa tem alta exposição a smartphones, cerca de 60%.
Segundo o analista, taxas de royalties fixas e baixo crescimento de unidades limitam o progresso no curto prazo. O gasto maior em P&D para chips de IA personalizados reduz a alavancagem financeira.
No agregado, esses cortes mostram que a próxima perna do ciclo exige foco em rentabilidade, execução e vantagem estrutural, eixo central dos movimentos de analistas em IA desta semana.
Para investidores, o recado converge, priorizar líderes com moats claros em IA, avaliar elasticidade de demanda e monitorar a disciplina de capex, especialmente em semicondutores.
Com Alphabet, Apple e TSMC ganhando tração, e Texas Instruments e Arm sob revisão, as carteiras tendem a buscar equilíbrio entre crescimento e resiliência.
O pano de fundo inclui o risco de valorização em IA, monitorado por pesquisas como a do Deutsche Bank, e a necessidade de monetização clara para sustentar múltiplos.
Nesse cenário, os movimentos de analistas em IA em 2026 devem ser cada vez mais guiados por geração de fluxo de caixa, escalabilidade e provas de retorno sobre capital investido.